Delivery de Comidas On-Line.

Na feira do produtor desta semana trouxe dois potinhos de amoras para casa. Mil idéias vieram à cabeça: geléia, muffins, cheesecakes, bolos…. tantas que as amoras ficaram um dia inteiro no escorredor até a indecisa aqui resolver o que preparar.
Encontrei esta receita que me pareceu deliciosa, um coffee cake que já sai recheado do forno com um creminho à base de cream cheese e coberto com um streusel de canela que perfumou a casa toda enquanto assava!

Fiz algumas alterações nas quantidades do creme para usar dois potes inteiros de cream cheese. Aumentei no olhômetro um pouco de todos os ingredientes do creme e da massa do bolo também e deu tudo certo. Já é bom sozinho, mas acompanhado de sorvete de creme fica melhor ainda! 😉

Cobertura Streusel:
45g de farinha de trigo
65g de açúcar
1/2 colher (chá) de canela em pó
56g de manteiga sem sal gelada em cubinhos

Amasse tudo com um garfo até formar uma farofinha. Reserve na geladeira.

Recheio de cream cheese:
300g de cream cheese light em temperatura ambiente (usei da marca phila…)
65g de açúcar
85g de ovo (cerca de 1 ovo inteiro e meio ovo tamanho extra- usei metade no creme o a outra metade na massa do bolo)
1/2 colher (chá) cheia de essência de baunilha
raspas de 1 limão tahiti grande
1 ½ colher (sopa) de farinha de trigo

Numa vasilha, bata com fouet o cream cheese até ficar cremoso. Junte o açúcar e bata mais um pouco. Junte o ovo e bata bem. Adicione o restante dos ingredientes e bata bem. Reserve.

Massa do bolo:
150g de farinha de trigo
1 colher (chá) cheia de fermento em pó
uma boa pitada de sal
75g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
120g de açúcar
85g de ovo ( 1 ovo e meio tamanho extra)
1/2 colher (chá) cheia de essência de baunilha
100ml de leite
1 xícara cheia de amoras ou mirtilos ou framboesas ou 1/2 xícara de geléia de uma dessas frutas caso não esteja na estação delas

Pré-aqueça o forno a 180℃.

Unte e forre com papel manteiga uma assadeira de 24cm.

Peneire a farinha com o fermento e o sal. Meça o leite e junte a baunilha.

Bata a manteiga até ficar cremosa. Junte o açúcar e bata até ficar esbranquiçado e fofo. Raspe bem as laterais da vasilha. Junte o ovo batido em 3 vezes, batendo bem a cada adição e raspando as laterais também. Desligue a batedeira e coloque os ingredientes secos alternando com o leite. Misture bem até ficar homogêneo. Espalhe a massa na forma e nivele com uma colher deixando as laterais ligeiramente mais altas.
Despeje o creme de cream cheese sobre a massa e espalhe as amoras. Por fim, cubra com o streusel e leve ao forno por cerca de 55 a 60 minutos. Faça o teste do palito.
Deixe amornar 10 minutos antes de desenformar. Sirva morno ou em temperatura ambiente. Caso sobre, cubra com filme plástico e guarde na geladeira.

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Com a mudança de estação bateu aquela vontade de uma sopa cremosa… e não era qualquer uma não. Tinha que ser de abóbora com leite de coco, gengibre e pimenta. Tinha que ser.

A primeira vez que tentei fazer uma sopa nesse estilo — cremosa — não deu lá muito certo. O sabor da abóbora foi subjugado pelas especiarias usadas na época. Mas não desta vez!

A dona abóbora, assada, está aqui! Assim como o senhor gengibre acompanhado pela pimenta dedo de moça. Tudo na medida que a minha vontade desejava. E o leite de coco vem para dar a graça da gordura untuosidade, equilibrando tudo. Ah, as cenouras também assadas ajudam na cor e no sabor levemente adocicado que possuem.

O único se não seria: ficaria ainda melhor se tivesse feito croûtons para acompanhar. Sabe, para dar um crocante (diga com o sotaque do Claude) no prato.

Rendimento: ~3 porções

Ingredientes

  • 250g de polpa de abóbora assada
  • 1 e 1/2 cenoura assada cortada em cubos
  • 200mL de leite de coco*
  • 150mL de água
  • 1/4 de cebola bem picada
  • 1 dente de alho ralado (ou bem picado)
  • 1 colher (chá) de gengibre ralado
  • 1/2 colher (chá) de pimenta dedo de moça bem picada sem as sementes
  • Azeite e sal
  • Opcional: iogurte, coalhada ou creme azedo

Modo: numa panela, em fogo médio, refogue no azeite a cebola até transparente. Junte a pimenta dedo de moça, alho e o gengibre. Refogue.

Junte a cenoura em cubos, misture bem. Espere 1-2 minutos, então, adicione a polpa de abóbora. Misture bem antes de adicione o leite de coco e a água. Deixe cozinhar por 15-20 minutos para os sabores se distribuam, acerte o sal.

Processe a sopa no liquidificador ou mixer. Após, poderá ajustar a cremosidade da sopa colocando mais água ou não. Cuidado quando levar o creme ao fogo novamente, poderá espirrar.

Sirva quente e se desejar acompanhe iogurte, coalhada cremosa ou creme azedo (usei iogurte) e, croûtons.

Observação
Polpa de abóbora assada: usei uma abóbora rajada/seca de 800g. Cortei ao meio e retirei as sementes, envolvi com papel alumínio e levei para assar (numa assadeira) em forno pré-aquecido à 180ºC. Demora em torno de 45-60 minutos, teste com um garfo: deve estar macia. Com uma colher retire toda a polpa, ao final obtive cerca de 550g de polpa. Asse as cenouras junto do mesmo jeito.
Leite de coco: utilizei o leite de coco em pó reconstituído (veja La Violetera: Leite de Coco em Pó) que ao paladar é mais suave que o comprado pronto. Caso use o pronto acrescente aos poucos.

 

Parece que nos últimos dias meio mundo no twitter resolveu falar em churros! Foi de cupcake (um dos comes da lujinha da Paula Cookie) à churroquembouche (do Matt Bites). Só para mexer com as minhas lombrigas que já estavam atiçadas desde que Leo (Trivial ou Nem Tanto) falou deles. Além da pachorra de fazê-lo junto com o casal Lumière, veja 24° Inter Blogs do Leo: ele diz que é Trivial!.

Churros são originais da Espanha — possui outros nomes também, mas me recuso a escrever um deles aqui hahahaha. Um detalhe interessante, na Larousse Gastronomique indica que é feito com farinha de milho, mas li várias receitas e nenhuma delas utilizava o ingrediente, era com a de trigo mesmo. E na wikipedia fala em massa de batata (potato dough)! Alguém com raízes espanholas saberia dizer?

Para este prato acabei fazendo 3 vezes. Duas proporções diferentes, digamos. A essência das duas é a mesma. A primeira vez deu errado por que o espertão aqui usou uma panela muito pequena e a massa virou uma gororoba que só devido a falta de espaço para mexer.

A segunda vez foi a mesma massa, mas com uma panela com espaço de sobra para mexer sem cair tudo no fogão. É a receita publicada que veio do Ronaldo Rossi, veja Churro espanhol. A princípio pensei que ela não daria certo, como podem ver: a proporção de farinha de trigo e água é de 1:2, digamos.

Em miúdos, tem mais água do que farinha. E sim, para quem não tem tanta intimidade na cozinha a massa pode ser um pouco “trick” (perigosa? pegadinha?), devido a sua alta chance de engrumar legal. O que de fato aconteceu um pouco nas duas vezes. Mesmo batendo como se não houvesse amanhã, alguns grumos insistiram em ficar e o resultado é uma massa mole. Porém, depois que a massa descansou — parece — que sumiram-diminuíram de tamanho. Tudo isso baseado no achismo puro.

Já a terceira vez, segui uma proporção de 1:1 em volume. Ou seja, uma xícara (250mL) de farinha de trigo e uma de água. Feita do mesmo jeito que as outras vezes, e o resultado é uma massa mais “seca” e firme. Lembrou massa de salgadinhos, sabe? Coxinha e cia. Depois que esfria fica bem mais consistente e tirar da manga de confeitar exige força bruta. Tão bruta que a manga estourou, sorte que era descartável. O lado positivo, o nível de “engruamento” é baixo.

Aconselho bastante que faça uso do bico de confeitar (pitanga ou estrela) para formar as ranhuras na massa, pois ajuda na hora de fritar por aumentar a área de contato da massa com o óleo. Assim, frita mais rápido e deixa a mágica ser feita.

Entre as duas, o melhor resultado depois de pronta é a que vai mais água e com ranhuras. Aqui que entra a mágica, ao menos, creio que seja isso que aconteça. No momento que a massa entra em contato com o óleo quente, a água se aquece rapidamente e vira vapor, criando espaços vazios dentro da massa. Deixando-a bem aerada e bem crocante. Na outra também acontece, porém em menor escala. Basicamente o mesmo efeito da pâte à choux.

Churros é usual no café da manhã! Esses espanhóis sabem das coisas, né? 🙂

outubro 2017
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