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O assunto agora é … Churros Triviales!!!

Posted on: 25 de agosto de 2010

 

Parece que nos últimos dias meio mundo no twitter resolveu falar em churros! Foi de cupcake (um dos comes da lujinha da Paula Cookie) à churroquembouche (do Matt Bites). Só para mexer com as minhas lombrigas que já estavam atiçadas desde que Leo (Trivial ou Nem Tanto) falou deles. Além da pachorra de fazê-lo junto com o casal Lumière, veja 24° Inter Blogs do Leo: ele diz que é Trivial!.

Churros são originais da Espanha — possui outros nomes também, mas me recuso a escrever um deles aqui hahahaha. Um detalhe interessante, na Larousse Gastronomique indica que é feito com farinha de milho, mas li várias receitas e nenhuma delas utilizava o ingrediente, era com a de trigo mesmo. E na wikipedia fala em massa de batata (potato dough)! Alguém com raízes espanholas saberia dizer?

Para este prato acabei fazendo 3 vezes. Duas proporções diferentes, digamos. A essência das duas é a mesma. A primeira vez deu errado por que o espertão aqui usou uma panela muito pequena e a massa virou uma gororoba que só devido a falta de espaço para mexer.

A segunda vez foi a mesma massa, mas com uma panela com espaço de sobra para mexer sem cair tudo no fogão. É a receita publicada que veio do Ronaldo Rossi, veja Churro espanhol. A princípio pensei que ela não daria certo, como podem ver: a proporção de farinha de trigo e água é de 1:2, digamos.

Em miúdos, tem mais água do que farinha. E sim, para quem não tem tanta intimidade na cozinha a massa pode ser um pouco “trick” (perigosa? pegadinha?), devido a sua alta chance de engrumar legal. O que de fato aconteceu um pouco nas duas vezes. Mesmo batendo como se não houvesse amanhã, alguns grumos insistiram em ficar e o resultado é uma massa mole. Porém, depois que a massa descansou — parece — que sumiram-diminuíram de tamanho. Tudo isso baseado no achismo puro.

Já a terceira vez, segui uma proporção de 1:1 em volume. Ou seja, uma xícara (250mL) de farinha de trigo e uma de água. Feita do mesmo jeito que as outras vezes, e o resultado é uma massa mais “seca” e firme. Lembrou massa de salgadinhos, sabe? Coxinha e cia. Depois que esfria fica bem mais consistente e tirar da manga de confeitar exige força bruta. Tão bruta que a manga estourou, sorte que era descartável. O lado positivo, o nível de “engruamento” é baixo.

Aconselho bastante que faça uso do bico de confeitar (pitanga ou estrela) para formar as ranhuras na massa, pois ajuda na hora de fritar por aumentar a área de contato da massa com o óleo. Assim, frita mais rápido e deixa a mágica ser feita.

Entre as duas, o melhor resultado depois de pronta é a que vai mais água e com ranhuras. Aqui que entra a mágica, ao menos, creio que seja isso que aconteça. No momento que a massa entra em contato com o óleo quente, a água se aquece rapidamente e vira vapor, criando espaços vazios dentro da massa. Deixando-a bem aerada e bem crocante. Na outra também acontece, porém em menor escala. Basicamente o mesmo efeito da pâte à choux.

Churros é usual no café da manhã! Esses espanhóis sabem das coisas, né? 🙂

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